Santana 3000



 

Ele mudou? Sim! Mas, infelizmente, não mudou no Brasil. Este é o Novo Santana 3000, apresentado pela Shangai Volkswagen para o mercado Chinês em março de 2004, com preços a partir de US$ 19.500.

O Santana chinês segue o mesmo projeto que o nosso modelo desde 1984. Porém, o modelo 2000 teve seu entre-eixos distanciado em aproximadamente 10 centímetros, otimizando o espaço para os passageiros que vão ao banco de trás. Além disso, a sua ultima reestilização utilizou somente a nova traseira, pois a frente e o painel continuavam os mesmos do modelo aposentado por nós em 1999.
 



 

As principais diferenças ficam do lado de fora, principalmente na dianteira e traseira. Sua lateral não mudou, assim como o desenho das portas é o mesmo desde 1984, que agora recebe novos frisos posicionados abaixo das portas. Olhando o Santana 3000, é impossível não comparar o modelo ao Phaeton (modelo de luxo da Volkswagen), certo de que é uma versão bem mais "magrinha", com alguns traços do topo de linha da Volkswagen como inspiração.



 

A mais notável mudança foi o deslocamento da placa traseira para o pára-choque, uma inovação e tanto para o carro, pois a montadora não costuma utilizá-la deslocada de tal forma em seus sedans, além do Phaeton. No lugar do suporte de placa há uma capa plástica com o símbolo da Volkswagen, causando um aspecto menos agressivo, mas sem dúvidas os detalhes foram direcionados ao luxo. Exemplo disso são as belas lanternas, que apesar do mesmo desenho, apresentam novas lentes, mais transparentes.
 



 

Faróis integrados às setas foram adotados, completando as novas linhas do capô. O pára-choque dianteiro mais retilíneo e rente ao chassi é uma novidade, pois o modelo anterior adotava o mesmo pára-choque aposentado por nós em 1999. Os frisos seguem uma linha que se torna descontínua ao nível da placa, e os faróis de neblina foram deslocados para o canto inferior do pára-choque.
 



 

Santana 3000 apresenta o mesmo interior que foi aposentado no Brasil em 1999, quando o modelo foi reestilizado. Apliques de plástico similares à madeira foram mantidos, criando um aspecto de luxo. A novidade desse painel é o uso de tecla rotativa para acionar a lanterna e os faróis (surgidos aqui na linha 1999), além de uma tecla no comando central que foi adicionada, referente ao travamento dos vidros elétricos traseiros.
 



 

Mesmo o painel sendo o mesmo, o grande trunfo do modelo chinês está na qualidade do acabamento e no luxo. Os puxadores de portas têm novo acabamento, além de um porta-copos integrado ao porta-mapas. O painel de instrumentos teve seu conta-giros e velocímetro deslocados para os cantos e com suas posições invertidas. O volante é o mesmo utilizado no Passat e Golf, pois é dotado de air-bag, que é a única opção. Já onde deveria existir um air-bag para o passageiro, há uma disqueteira com espaço para 6 discos, facilitando seu manuseio. Os bancos são perfeitas poltronas, perto de nossos pequenos bancos derivados da linha Gol.
 




 

Até o momento não há nenhuma intenção da Volkswagen em modificar o Santana, visto que tem sido um carro muito procurado, principalmente por taxistas devido o seu preço, espaço, consumo, manutenção barata e um ótimo motor para rodar na cidade. Porém, deve-se abrir os olhos, pois seus adversários Astra e Corolla estão cada vez mais de olho nesse segmento, conquistando novos proprietários, que deixam de adquirir um Santana por causa da sua idade e do seu visual que não muda há anos. Este mesmo motivo, aliás, está prejudicando as vendas de Vectra e Marea, que estão correndo risco de sair de linha (exceto o Vectra, que agora foi reestilizado). Se o Santana mudar sem mexer no preço, será a morte de seus concorrentes.

E agora Volkswagen do Brasil? Ponto para a Shangai Volkswagen...

Texto sobre o Santana 3000 por Lucas Toffoli Alcino. Colaboração: Carlos Eduardo S. M.. Edição: Thyago Szoke.
 


 

 

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