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| Novos Santana e Quantum |
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O sedã de luxo da Volkswagen lançado em 1984
sofreu seu primeiro retoque estilístico em 1987, com a mudança dos
pára-choques e a adoção da frente diferenciada para o GLS. Em 1991, o
modelo passou pela sua mais completa reestilização, quando foi adotada a
frente em cunha e o porta-malas com tampa que desce até o pára-choque. Já
em 1999, o Santana e a Quantum sofreram a última reestilização, sendo um
pequeno retoque no seu visual, pois ainda utilizava a mesma estrutura do
projeto original - inclusive as estampas das portas, assim como a
curvatura do teto - sem conseguir, entretanto, esconder o peso da idade e
a sua grande diferença perante os modelos mais recentes.
A grande diferença estava nos pára-choques
lisos. O da dianteira passou a ser integrado à grade frontal, formando uma
única peça. Os faróis auxiliares foram deslocados para as extremidades do
spoiler, sendo completamente diferentes do modelo utilizado até 98, tanto
quanto no acabamento quanto na sua inclinação. |
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A tampa traseira do Santana passou a ter
corte na diagonal devido ao novo desenho das lanternas, que receberam
lentes vermelhas, deixando somente a luz de ré com lente branca. Essa
medida acabou por aposentar o tom fumê utilizado até 1998, e também não
eram mais completas com o uso do suporte de placa, que passou a ser de
plástico pintado na cor da carroceria. O brake-light foi deslocado para a
parte superior do vidro traseiro, assim como as letras que identificavam o
modelo também ficaram maiores e melhores, seguindo o padrão atual
Volkswagen. A traseira da Quantum não teve os mesmos aperfeiçoamentos do
Santana, mas recebeu a mesma maquiagem nos pára-choques. |
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A estampa das portas conservaram as mesmas
linhas retilíneas desde o seu lançamento, porém recebeu novos frisos,
pequenos e simples, com um acabamento melhorado em relação ao modelo
anterior. Acompanhavam a mesma cor do carro, assim como as novas maçanetas
lisas e os retrovisores que passaram a ser mais estreitos e compridos. |
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Sem dúvida, uma das grandes mudanças foi a
retirada do quebra-vento. Até então, a linha Santana e Quantum era a única
a utilizar esse antiquado equipamento, perfeitamente dispensável, já que
os sistemas de aeração atuais (incluindo o do Santana) são bem eficientes.
Novas rodas e calotas completavam o novo
Santana e Quantum “maquiados”, porém mantinham as mesmas dimensões, 185/65
R14. A suspensão manteve a mesma maciez, transmitindo conforto ao rodar
nas nossas ruas e rodovias esburacadas, sendo extremamente funcional por
manter boa aderência e estabilidade. Porém, faz com que o carro perca
muita tração em arrancadas fortes, quando a frente literalmente "empina".
É um item que deveria ser revisto, pois a agilidade em baixa rotação do
Santana é um dos itens que mais agrada aos proprietários do carro, que com
certeza gostariam de ver a frente firme no chão, sem "passarinhar". Os
freios eram os mesmos, discos na dianteira e tambor na traseira, além de
ABS como opcional para a versão top de linha. |
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Internamente, o Santana foi completamente
remodelado, mas o grafismo do painel deixou a desejar. Foi abandonado o
padrão "Porsche", já característico da linha durante os anos 80 e 90, mas
não foi adotado o mesmo padrão dos VW mais atuais. A iluminação laranja do
modelo anterior foi abandonada em favor de uma iluminação verde,
semelhante à adotada pela VW na década de 80. Muitos consideraram um
retrocesso, pois o laranja é uma das cores que mais chamam a atenção no
painel sem cansar a vista, como a iluminação vermelha do Gol GTI e Santana
EX. O acionamento dos faróis e lanternas não era mais feito por uma tecla,
e sim por um sistema rotativo, acompanhando as demais linhas da
Volkswagen. Porém, o sistema do desembaçador traseiro e pisca-alerta ainda
era feito por teclas que receberam novo desenho, e ao seu lado o motorista
tinha à disposição (opcionalmente) o acionamento elétrico dos retrovisores
e abertura elétrica do porta-malas. O comando do ar-condicionado era o
mesmo utilizado desde 1993 e foi mantido. O console central também sofreu
alterações em seu desenho, mas continuava integrabdi as teclas de
acionamento dos vidros elétricos traseiros. O console foi prolongado até o
freio de mão, denotando capricho. Mesmo sendo um painel renovado, o
Santana jamais teve air-bag à sua disposição. O desenho interno das portas
também mudou; um exemplo disso era o descansa-braço, que passava a ser
revestido em tecido e não mais em courvin, evitando o descolamento do
material. |
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Os motores eram os mesmos Alta Perfomance
1800 e 2000 que recebiam uma capa de plástico para dar um novo visual. A
potência dos motores sofreu mudanças insignificantes: o 1.8 gasolina
desenvolvia 99,1cv @ 5250 rpm e 15,5Kgfm @ 3000rpm de torque e o 1.8
álcool 103,2cv @ 5500rpm e 16,6kgfm @ 3000 de torque. O motor 2.0 sofreu
mudanças na câmara de combustão, que fazia o motor 2.0 gasolina render
114,2cv @ 5250rpm e 17,5kgfm @ 3000rpm de torque, e para o 2.0 álcool
117,5cv @ 5500 e 18,1kgfm @ 3000rpm de torque. O câmbio era o mesmo
mecânico de 5 marchas com engates rápidos e precisos. O automático não
estava disponível nem como item opcional. O veterano Santana ganhou um pequeno fôlego para continuar a disputar a segunda divisão dos carros médios junto com o Tempra que também foi reestilizado no mesmo ano. Sem dúvidas, é um modelo que cumpriu a promessa de ser o top de linha da Volkswagen, com seu luxo, robustez e mecânica confiável, itens que fizeram o carro ser um sucesso. Os modelos inicialmente eram o 1.8, 2.0 e Exclusiv. Em 2001, a veterana Quantum deixou de ser fabricada, perda considerável e que deixou seus fãs absolutamente descontentes com a Volkswagen. Recentemente, o Santana está disponível nas versões Básico e Comfortline para motores 1.8 e 2.0. Agradecimento: Concessionária Santa Emília de Ribeirão Preto, por ter gentilmente cedido os exemplares aqui avaliados. |
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