Santana GLS 2000i



 

Em 1991, o Santana teve duas épocas: a do seu lançamento e a de quando recebeu as quatro portas, freios com ABS e catalisador.
 
 Primeira Fase


Equipado com o motor AP-2000i utilizado no EX, mas com o diferencial alongado, tornou-se mais rápido e mais econômico do que a versão anterior. Seu ar-condicionado melhorou após a adoção de um segundo ventilador no sistema de aferrecimento.

Sua traseira apresentava lanternas enormes, com suporte de placa. Acima delas, novos emblemas foram colocados, sendo do lado esquerdo “2000 i” e à direita, “Santana GLS”. Rodas de liga leve aro 14 e tala 6" com um novo desenho completavam o visual.
 


 

Ainda disponível somente na opção duas portas, causava um desconforto ao acesso traseiro, que era compensando por bancos confortáveis a qualquer biótipo, com descanso braço central, encostos traseiros vazados e cinto de três pontos para os passageiros das laterais, enquanto que o passageiro que ia no meio do banco traseiro, além do desconforto do descansa braço embutido, não possuía encosto de cabeça e nem cinto de três pontos.

O quadro de instrumentos era completo, com conta-giros e relógio digital. No painel, tudo ao seu alcance, menos os acionamento dos vidros elétricos que estavam posicionados a frente do câmbio. O volante era um de quatro raios, porém grande demais, destoando do painel. O sistema de som era de série: rádio toca-fitas estéreo, com memórias e código contra roubo, muito bem posicionado na altura do quadro de instrumentos, facilmente controlado sem que o motorista se distraísse. Havia também luzes de leitura instaladas no teto, que com seu foco variável, não atrapalhavam o motorista, além de iluminação no quebra-sol do passageiro. O banco do motorista oferecia regulagem de altura.
 


 
O Santana GLS 2000i, tinha como itens de série: rodas de liga leve, injeção eletrônica, direção hidráulica, faróis de neblina e vidros verdes. Opcionais: câmbio automático, teto solar, bancos Recaro e ar-condicionado.
 

 

 Segunda Fase


O que já era bom, ficou ainda melhor. No final de 1991, o Santana passou a atender as normas anti-poluição de 1992, utilizando catalisador e, mais tarde do que nunca, finalmente tinha a opção de quatro portas, oferecendo mais conforto aos passageiros. Ao mesmo tempo, foi o primeiro carro nacional a ser equipado com freios ABS.

Mesmo com as duas portas adicionais, não foram necessárias tantas inovações, pois a estrutura ainda era a mesma do modelo antigo, sendo completamente aproveitada, sem nenhuma modificação. Com isso, o seu funcionamento e ângulo de abertura eram idênticos.

Internamente, o Santana era o mesmo lançado no começo do ano de 1991; não houve nenhum tipo de modificação, nem sequer o acionamento dos vidros elétricos foram mudados de lugar.

A grande diferença estava na mecânica: agora, com a instalação de um catalisador, houve perda de 5 cv e 2 mkgf no torque. Porém, apresentava o mesmo desempenho, agradável em acelerações e retomadas. O consumo também passou a ser maior, não só pelo fato do carro ter 35 kg a mais, mas também pela perda aerodinâmica, tudo por causa das portas traseiras.

Sobre os freios, passava a ter ABS como opção. Sem dúvidas, esse item trouxe muito mais segurança aos passageiros; o motorista passou a ter maior controle do carro em freadas bruscas, mesmo em qualquer tipo de piso, mantendo o carro em linha reta sem o travamento das rodas. O sistema de freios era da Bosch e o computador ficava sob o branco traseiro.
 

 

 

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