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| Novo Santana |
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Inspirada no Passat alemão, no cupê Corrado e
no Audi 200 Quattro, a Volkswagen desenvolveu uma extensa reformulação,
chefiada pelo engenheiro Philipp Schmidt. A estrutura do modelo anterior foi aproveitada, bem como todo o trem de força, suspensão e portas. O carro ficava ligeiramente maior (4,5 cm a mais) e um pouco mais alto, com linhas definidas pelo estilo europeu do final dos anos 80, já antecipando as linhas do começo da década de 90. O desenho estava mais limpo, com o longo
capô inserido de maneira bem harmoniosa no conjunto. Estava mais encorpado
graças à traseira que era mais elevada - mas sem exageros, de forma a
promover boa visibilidade traseira. A tampa do porta-malas abria até o
nível do pára-choque, uma evolução quando comparado com o modelo anterior. |
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As calhas no teto desapareciam, mas o mesmo
não ocorria com os quebra-ventos, um contra-senso em um carro com sistema
de aeração um tanto eficiente quando comparado com seu antecessor. Os
vidros não eram rentes à carroceria, mas o coeficiente aerodinâmico
baixava de 0,41 para 0,37, medido no túnel de vento da matriz alemã. Menor
nível de ruído em altas velocidades e menor consumo de combustível.
Com um painel simples e funcional, ainda
pecava na fragilidade e no acabamento. Em muitos casos, o acionamento dos
desembaçadores do vidro traseiro e do alerta afundavam ao serem
pressionados, o mesmo acontecendo com o botão dos faróis. Com a mesma
iluminação laranja para todo o painel, a intensidade podia ser controlada. |
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A motorização ia do 1.8 carburado, passando
pelo 2.0 carburado e terminando com o 2.0 injetado, o mesmo motor do
antigo EX: AP2000i, com injeção multiponto da Bosch, equipado com ignição
EZK, no qual o sistema atrasa o ponto quando o motor começava a detonar a
gasolina de má qualidade. O câmbio continuava o mesmo da antiga linha, PV
para o 1.8 (com diferencial 4,11:1) e PVD para o 2.0 (com diferencial
3,89:1). O desempenho do Santana GLS 2000i era ligeiramente superior ao do antigo EX, devido à melhor aerodinâmica. O comportamento dinâmico era dos melhores, com freios eficientes e direção hidráulica progressiva. Esta mesma direção foi a melhor dos anos 80 até a chegada dos importados, tendo funcionamento exemplar até os dias de hoje; muito macia em manobras, firme e precisa em alta velocidade. Foi o primeiro carro nacional dotado de freios ABS, o que fazia dele um dos carros mais seguros do mercado. |
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