Santana EX 2000i



 

Apenas 5.000 felizes proprietários tiveram o prazer de possuir um Santana com luxo acima da média, esbanjando muito estilo e esportividade, sem perder seu conforto. O único fator que não era tão atrativo era o preço, 60% mais caro que um Santana GLS, até então o top de linha.

Equipado do motor AP-2000 com injeção eletrônica, superior em consumo e desempenho, impressionava pela eficiência: foi o primeiro sedã de 4 portas nacional equipado com injeção eletrônica. Em um mundo de carburadores, bastava girar a chave que o motor pegava na hora, sem engasgos, sem falhas, sem afogadores. Era um motor bem diferente dos outros, com funcionamento “liso”, marcha lenta estável e muita maciez. Havia torque abundante, e com um leve toque no acelerador, o EX respondia imediatamente. Ainda havia a opção do câmbio automático.
 


 
Internamente, ele trazia bancos Recaro em tecido navalhado ou couro uruguaio, muito confortáveis e que transmitiam muito conforto, principalmente o traseiro com descansa braço central, encostos para cabeça e cinto de três pontos. Vinha também com direção hidráulica progressiva (padrão e referência em sua época) e com um volante de diâmetro menor; ar-condicionado; rádio toca-fitas com código anti-furto; porta-fitas colocado no console; vidros elétricos e travas elétricas com dupla ação, no qual as portas somente eram abertas quando destravadas com a chave. Conciliando todo esse conforto, um toque de esportividade no painel de instrumentos com iluminação vermelha, como no Gol GTi.
 

 
Com amortecedores pressurizados a gás, o EX transmitia um rodar estável, confortável e muito seguro, sendo bastante equilibrado em curvas. O seu comportamento dinâmico era superior ao GLS, graças à adoção de discos de freios ventilados na frente, diminuindo consideravelmente o fading (perda de eficiência do freio quando muito requisitado). O único senão eram suas famosas empinadas, que o faziam perder tração em arrancadas mais fortes.
 

 
Externamente, o Santana EX se diferenciava pelas suas lanternas traseiras em fumê, além de um aerofólio pintado na cor do carro, com brake-light incorporado e rodas de liga leve BBS douradas - que não agradaram a todos, motivo pelo qual passaram a ser prateadas. Diversos detalhes em cinza substituíam os cromados nas molduras laterais das portas e nos logotipos. A grade de 3 aletas virou febre, muito procurada por proprietários de Santanas comuns.
 

 
Mesmo com todos esses atrativos, o Santana ainda ficava devendo em alguns itens benéficos, como computador de bordo, regulagem da altura do volante e ABS. Porém, naquela época, ainda havia uma política de restrição de importação de componentes eletrônicos. Mesmo assim, é considerado por muitos o melhor Santana já produzido.
 

         

 

 

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