Quantum CG



 

Com seu estilo limpo e aerodinâmico, a Quantum CG 1986 foi um modelo que conseguiu quase sem restrições satisfazer aos padrões mais exigentes de conforto, acabamento e espaço. Essa Quantum faltava, e muito, para se igualar à top de linha: rádio digital com antena elétrica, faróis de milha, bolsas atrás dos bancos e ar-condicionado eram itens opcionais.

Na parte mecânica trazia grandes novidades no motor, que era o 1.8 com as mesmas especificações básicas das unidades fabricadas na Alemanha. Entre todas essas modificações estavam a troca dos pistões e bielas, formando um ângulo menor entre o pino central dos pistões e o virabrequim, no qual reduzia massas oscilantes e em última análise um menor atrito interno. Resultados práticos para uma maior potência: 94 cavalos contra os 92,3 de antes à mesma rotação de 5000rpm e o torque que subiu de 14,9 para 15,2 mkgf atingidos a 3400rpm.
 


 
Uma construção que trazia grandes novidades, mas algumas em especial: como o bagageiro, que possuía uma parte fixa e outra móvel (as hastes transversais deveriam ser colocadas apenas quando fossem usadas), no qual indicava uma carga máxima de 45 quilos. Outra novidade dentro da família na época era a tampa do estepe e tampas nas laterais, nas quais, além dos imprescindíveis macacos e chaves de roda, podia-se alojar outros objetos, tais como jogos de chaves, lâmpadas de emergência, caixa de primeiros socorros, etc.. Não podemos esquecer também do grande espaço interno que poderia ser obtido abaixando parte do encosto traseiro (1/3 ou 2/3), em caso de cargas volumosas. E, sobretudo, a cobertura sanfonada do espaço reservado à bagagem.
 

 
A Quantum também possuía como item opcional o câmbio automático, de origem alemã, que transmitia muito conforto e muita precisão. Seu desempenho era inferior ao modelo com transmissão mecânica devido a perda de potência que há no conversor de torque (leia mais sobre o Santana CD 1986 com transmissão automática).

Os sistemas de freio e suspensão eram bem dimensionados. Eles possibilitavam a imobilização do veículo em linha reta, devido à sua boa estabilidade, transmitindo confiança em função dos amortecedores mais duros e modernos, enquanto que em casos de carga total, era necessária um pouco mais de atenção. Nessas condições, os faróis baixos e altos tinham comprometida a sua eficiência. A solução para isso seria a adoção de um sistema que abaixasse os faróis quando o carro estivesse com muita carga.
 


 
Enfim, o modelo agradava em desempenho, pois adequado ao seu tamanho e motor, fornecendo potência de forma contínua e sem falhas na carburação. Transmissão e câmbio agradavam pelos seus engates precisos e uma quinta longa, algo útil para reduzir o consumo, possibilitando médias de 8 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. No caso da versão automática, era possível uma autonomia de cerca de 750 km com 75 litros de álcool, isso a uma velocidade constante de 80 km/h e carga total.

Um modelo que sempre agradou com seu estilo de “linhas limpas” e um excelente conforto para quatro pessoas (somente um pouco menos em caso de cinco pessoas). Quem se dava bem era o motorista, que tinha uma ótima posição para dirigir.

 

 

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