O Santana percorreu um longo caminho até chegar ao mercado brasileiro. A história do Santana é dada a partir da segunda geração do nosso Passat na Alemanha, utilizando a plataforma da segunda geração do Audi 80 de 1979. A plataforma B2 apresentava 12 cm a mais no comprimento e 8 cm a mais no entre-eixos em relação a plataforma anterior, beneficiando o espaço interno. O novo chassi possuía o curso da molas maior que trabalhavam com suspensão McPherson à frente com raio negativo de rolagem e eixo de torção atrás, agora sem a barra Panhard daquele modelo e incorporando buchas silenciosas "inteligentes", cuja deformação era calculada de maneira a, nas curvas, não ocorrer divergência da roda externa, a de apoio.
 

 Audi 80


Em novembro de 1980, a Volkswagen passou a produzir as primeiras do Passat. O primeiro membro foi a versão dois volumes com alguns aperfeiçoamentos em seu estilo, e tinha como opção 3 e 5 portas; em seguida a versão três volumes, que inicialmente se chamava Santana como aqui, mas devido o fato de não ter conseguido conquistar uma determinada faixa desse mercado, foi rebatizado como Passat; e derivada do Santana/Passat surgiu a perua, batizada como Variant.

Os modelos alemães e brasileiros eram exatamente os mesmos carros, sem tirar, nem por nada. O que variava inicialmente eram as versões, no caso dos modelos alemães eram C, CL e GL. A mecânica possuía as mesmas características, tração dianteira e motor longitudinal. As opções não mudaram até 1982, quando uma nova geração foi apresentada, sendo: 1.3 de 61 cv, 1.6 de 75 cv e 1.8 de 91cv, além da opção 1.6 Turbo-Diesel de 71cv. Havia também a opção de um motor 1.9 de cinco cilindros carburado, que foi aposentado pelo 2.0 com injeção eletrônica.

   
 Passat



 

 Santana



 

 Variant



 

Duas séries especiais foram lançadas em Abril de 1984: uma delas, o esportivo GT que utilizava o motor 1.8 com injeção do Audi GTE, podendo atingir velocidade máxima de 197 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 9,5 segundos e era equipado de spoilers, bancos esportivos, rodas aro 13 com pneus 185/70. A segunda versão era mais luxuosa e se chamava Carat. Esta utilizava o motor 2.0 de cinco cilindros, possuía spoilers, rodas de liga-leve (idênticas ao do Gol GT brasileiro) com pneus 195/60, aerofólio, espelhos retrovisores pintados na cor do carro e elétricos.

Em agosto do mesmo ano foram lançadas as versões Topic para Passat e Variant, equipada de rádio, assento do motorista com ajuste elétrico, dois espelhos exteriores com ajuste interno, console central, frisos nas portas, teto solar (somente para o Passat), bagageiro e banco traseiro bi-partido (somente para Variant); Passat Variant Country, idêntica a versão Topic. No mesmo mês foi lançada a versão Syncro, que nada mais era uma tecnologia que vinha da Audi, que havia sido apresentada em 1980, no Audi Quattro, que apresentava a mesma base do Audi 80 e Santana.
 

 Passat Variant Syncro


 

Em janeiro de 1985 o modelo foi reestilizado, quando ganhou nova grande retangular, além de um novo motor 2.3 de cinco cilindros de quase 138 cv que, porém, estava disponível somente para a versão GT. A versão dois volumes ganhou novas lanternas traseiras, que foram usadas nas versões Arena (com motores 1.6, 1.8 e 1.6 Turbo-Diesel) e Trend, uma versão dois volumes mais completa, duas versões também disponíveis para a Variant. Além destas versões, havia a Tramp e Trophy, sendo que esta também possuía a opção do motor 2.3 de cinco cilindros.
 

 Passat de dois volumes com novas lanternas traseiras


 

Em 1986, os novos motores 1.6 e 1.8 passaram a utilizar catalisador. No ano seguinte surgiu o motor 1.6 com carburador eletrônico e 1.8 com injeção eletrônica. Em dezembro de 1987, o modelo dois volumes deixou de ser fabricado para, no inicio de 1988, terminar também a produção das demais versões - exceto a Syncro, que sobreviveu até o final do ano, dando o lugar para a plataforma B35.
 

 Prospectos







 

 

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