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Após uma votação apertadíssima, com direito a torcida organizada, o
primeiro Concurso Santana do Mês elegeu um veículo de respeito: uma
Quantum GLS 1.8 1987, cor Azul Stratos, de propriedade de Danilo
Periotto. Danilo, que reside em São Carlos, interior do Estado de São
Paulo, é associado desde 2006 e é participante ativo em nosso fórum de
discussão, tendo ficado conhecido pela ajuda aos santaneiros com suas
buscas por peças em desmanches.
A
Quantum está na sua família desde 1997, e nos seus 10 anos de vida havia
passado pelas mãos de apenas um dono. Estava muito bem conservada, o que
motivou sua compra após uma paixão à primeira vista. |
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Num domingo
de tempo bom em São Carlos, o Santana Fahrer Club entrevistou o
proprietário que, ao lado de sua Quantum azul, era só sorrisos. Os
locais das fotos também ajudaram bastante, com paisagens de beleza
ímpar. Confira mais na entrevista a seguir, feita pelo presidente Thyago
Szoke.
Santana Fahrer Club: Há
quanto tempo você tem a Quantum? Quantos donos ela já teve?
Danilo Periotto: Compramos a Quantum em dezembro de 1997, pelo preço de
R$6.500,00. Somos o segundo dono dela; entretanto, o primeiro não
cuidava de quase nada. Já gastamos, com certeza, mais R$6.500,00 pra
conservá-la como está hoje.
SFC: O que levou à sua compra?
Danilo: Na época estávamos fechando uma floricultura e, até então, só
tínhamos uma perua Kombi para uso comercial. Queríamos um carro grande e
confortável, mas não podíamos pagar um carro zero. Foi inevitável a
escolha da Quantum, que sempre foi referência para a família. |
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SFC: Como costuma conservá-la?
Danilo: De todas as formas possíveis. Cuido de tudo, desde
acabamentos, mecânica e elétrica. Perdi a conta de quantos itens já
voltei ao que era originalmente, quando a Quantum saiu de fábrica.
Quando não consigo resolver por conta, tenho um mecânico, especializado
em Volkswagen, que é nosso amigo há mais de vinte anos. Ele sempre faz o
serviço com muito cuidado, sabendo da estima que temos pelo carro.
SFC: Como foi a manutenção dela até
hoje?
Danilo: Diria que foi tranqüila. Quebraram-se coisas naturais de uso,
nada grave ou complicado de se resolver. Com o tempo notamos que, quando
bem cuidada, a Santana Quantum tem uma ótima durabilidade com relação à
suas peças.
SFC: O que você precisou fazer nela
desde que a comprou?
Danilo: Muita coisa, principalmente detalhes de mecânica que o
antigo dono simplesmente esqueceu, como mangueiras do arrefecimento,
correias, suspensão em geral... O motor também estava um pouco judiado
quando pegamos, mas rodamos com ela por onze anos e só a retificamos por
opção. Segundo nosso mecânico, ela ainda rodaria muitos anos com o motor
que estava, mesmo estando com a quilometragem avançada.
SFC: Sendo a Quantum
um carro tão conservado para a sua idade, você tem algum equipamento de
segurança instalado?
Danilo: O nosso último investimento foi equipar a Quantum com um
equipamento de rastreamento via satélite. Com um Santana conservado como
este não poderíamos deixar de nos prevenir contra um possível roubo.
Agora temos a segurança de que podemos localizá-la 24h por dia, em
qualquer posição do planeta. Acho que hoje em dia não dá para
arriscar...
SFC: O que você mais gosta na sua
Quantum?
Danilo: Sem dúvida o conforto. A Quantum foi concebida assim. Apesar
de os engenheiros, na época de seu lançamento, estarem limitados pelas
pressões do mercado, a Quantum já nasceu confortável. Não faltam itens
de cortesia, como luzes de leitura frontais e traseiras, espelho
iluminado, encostos de cabeça ajustáveis, ar condicionado e ar quente.
Seu espaço interno é excelente. Todos que entram na Quantum elogiam
isso. E não é só nos bancos da frente: o espaço para os passageiros que
vão no banco de trás é igualmente generoso. O porta-malas, nem se fala.
Apesar de seu acabamento gerar ruídos, ele tem um ótimo tamanho. Cabe
toda a bagagem e ainda sobra espaço! Já a suspensão, é outro fator de
grande conforto, muito macia. É um carro para se viajar mesmo.
SFC: E o que menos gosta?
Danilo: Com certeza os acabamentos frágeis, barulhentos e mal concebidos
do painel de instrumentos e bagageiro. Não entendo como a Volkswagen do
Brasil pecou tanto neste aspecto. As peças são feitas de um plástico
ruim, seco, que quebra com muita facilidade. O pior é que pouca coisa
mudou durante toda a geração da Quantum. O bagageiro, por exemplo,
continuou praticamente o mesmo. É o que mais lamento na concepção da
Quantum.
SFC: Conte-nos uma história em que
sua Quantum foi o alvo das atenções.
Danilo: Como sempre mantivemos a Quantum o mais original possível, sou
sempre abordado na rua por interessados em arrematá-la. Certa vez parei
para abastecê-la em um posto recém inaugurado na cidade e deixei as
chaves com o frentista, me dirigindo ao caixa, que ficava dentro da loja
de conveniência. Fiquei distraído enquanto pagava e, quando me dirigi
para a saída, vi várias pessoas em volta do carro, conversando com este
frentista. Temendo que algo tivesse acontecido de ruim, me apressei a
perguntar o que estava acontecendo. Quando cheguei perto, percebi que
todos conversavam sobre os detalhes originais que ainda estavam nela,
como frisos cromados, bagageiro, papelões de porta. Todos já haviam
comprado, em algum momento, uma Quantum desta geração, e estavam
saudosos recordando o que mais gostavam. Fiquei super satisfeito e
recebi os cumprimentos de todos e inclusive um deles brincou: "Se você
disser o preço eu compro agora!" (risos). Foi muito legal. |