Eu e o Santana: salvamos a vida do meu pai!

Texto de Rogerio Hayama
Imagens:
Rogerio Hayama
Data:
1º de março de 2004

Vou contar um fato real, que aconteceu há alguns anos:


Certa noite, pelos idos de 1998, meu pai me acordou dizendo que estava passando mal. Ele estava com dificuldade em respirar. Mais do que rapidamente, me vesti e fui tirar o carro da garagem (na época, tinha um Santana GLS 89), enquanto minha mãe ajudava meu pai a andar. Rapidamente, o colocamos no carro e saí em disparada com pisca-alerta e faróis altos acesos.

O hospital mais próximo ficava relativamente distante... Meu pai estava nervoso, falando para eu ir mais depressa. Estava pisando fundo mesmo, não me importando com o que acontecesse com o carro. Até que, numa avenida larga de paralelepípedos, nem me lembrei que existiam lombadas ali. Foi quando apareceu uma bem abrupta, que exigia uma boa redução de velocidade... Nem reduzi. Estava a uns 90 km/h e passei, ou melhor, voei cerca de 30 cm de altura e o carro caiu com tudo no chão..

Nem me preocupei. Naquela hora, estava importando com o meu pai... Carro, a gente trabalha e compra outro. De qualquer forma, o Santana não parou, mesmo depois da forte queda. Chegando no hospital, meu pai já estava roxo e com as mãos ficando frias.
 

Algumas horas depois, o médico que nos atendeu disse o seguinte: “Se tivesse demorado mais 5 minutos, ele não teria suportado...” Felizmente, foi apenas um grande susto. Meu pai teve um quadro de edema pulmonar e 4 dias depois, teve alta.

Mais tranqüilo depois de saber que meu pai já estava bem, fui ao mecânico para ver o que tinha sido danificado pela queda (e bota queda nisso!). Já estava esperando uma lista bem extensa de peças (amortecedores, molas, buchas, batentes, protetor de cárter, etc...). Para a minha surpresa, a suspensão e todos os seus componentes estava intacta. Só tive mesmo que trocar o cárter amassado e o pescador da bomba de óleo, que estava torto. Nem mesmo o protetor do cárter se quebrou, foi apenas preciso desamassá-lo e colocar no lugar novamente.

Fiquei surpreendido pela resistência do carro depois da queda sofrida... Quantos carros resistem a um violento castigo desses? Bem poucos... Por isso, não se surpreendam ao observarem Santanas com mais de 15 anos rodando e ainda dispostos para rodarem muitos e muitos quilômetros...

Depois de tudo isso, eu digo: Santana é Santana...! Impossível não se orgulhar de ter um!

 

 

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