Vai vender seu Santana? Pense muito bem...

Texto de Rogerio Hayama
Imagens:
divulgação
Data:
1º de março de 2004

Recentemente, comentei no artigo sobre o Versailles que estava querendo trocar o Santana CL 2000 1988/1989. Ele está em casa há 8 anos e ainda prestando bons serviços. Bem, acho que andei falando besteira... Explicarei a seguir os motivos que me fizeram mudar de idéia.

Caso venda o carro, quanto vão pagar por ele? 4, 5 mil reais? Não, obrigado... O carro, apesar dos 268.000 km rodados, não dá problemas. Exige apenas a manutenção de rotina (troca de óleo, velas, filtros, etc.) e atenção a itens de desgaste natural (amortecedores, pneus, pastilhas, etc.). Lógico que, apesar dos cuidados, ele apresenta problemas que aparecem normalmente com o uso intensivo, tais como: pintura do teto e da tampa do porta-malas desbotados (ele nunca teve garagem coberta), forro do teto descolando, forros das portas encardidos (o carro tem acabamento interno bege e marrom), banco do motorista um pouco gasto...

Apesar de tudo, ele está firme e forte na labuta intensa que é submetido no dia-a-dia. Encara trânsito pesado, roda em ruas e avenidas pra lá de esburacadas... Tudo isso sem reclamar ou me deixar a pé. Então, por que vendê-lo? Um carro que, apesar da alta quilometragem, é absolutamente confiável e também com uma excelente direção hidráulica, bom nível de conforto, bom torque, potência... Qualidades que nasceram com o carro, no longínquo ano de 1984 e permanecem até hoje.
 

O carro pode ter 15 anos... Mas ainda assim é muito melhor de dirigir que qualquer carrinho popular zero km com seu “sub-motorzinho” 1.0. Além do mais, não é um simples carro... É um Santana! Não dou a mínima para o quanto que o carro vale na tabela ou o quanto ele irá desvalorizar com o passar do tempo. Carro não é investimento. É um bem que é comprado para o uso e também para a satisfação pessoal. Se você se sente bem com o carro, por que vendê-lo? A não ser que você seja masoquista e goste de levar buzinadas dos outros motoristas nas ladeiras comprando um carro popular...

O Santana vale muito mais. Não no sentido monetário, mas sim pelo valor sentimental. É um verdadeiro “cult” sobre rodas, que tem muitos adeptos. Portanto, se está pensando em vender seu Santana, pense muitíssimo bem! Você pode se arrepender amargamente e perder um grande companheiro...

Por isso mesmo, anuncio que o Santana passará por alguns reparos em breve. Depois disso, ele estará pronto para mais um bom tempo de convivência. Quem sabe se, depois dos reparos, ele não seja considerado uma referência de resistência do Santana Fährer Club? Afinal, ele é o membro mais rodado do clube e deve ser conservado para a posteridade... O que me dizem?

 

 

 

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